Lei do Uso e Desuso e a Teoria da seleção natural

Lamarck

Lei do Uso e Desuso
Em 1º de Agosto de 1744, nascia Jean Baptiste Lamarck, ou melhor Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet Chevalier de Lamarck, criador da Lei do uso e desuso muito importante e aplicada a estudos em nossas vidas.
Lamarck foi o primeiro a tentar explicar o processo da evolução.


A lei do uso e desuso ficou conhecida como a primeira lei de Lamarck, que refere-se que o uso de um dado órgão leva ao seu desenvolvimento isto é, se um órgão é muito utilizado desenvolve-se, tornando-se mais forte, vigoroso ou de maior tamanho devido a mais fluídos se concentrar nos órgãos mais usados e o desuso de outro conduz á sua atrofia e, eventual, desaparecimento.


A segunda lei supõe que as características adquiridas pelo uso (ou atrofiadas pelo desuso) são transmitidas de geração a geração; é a lei da herança dos caracteres adquiridos. Sabemos hoje que as variações entre indivíduos depende da informação genética e que somente essas informações e as mutações dos genes podem ser transmitidas a uma geração seguinte. Portanto a segunda lei de Lamark é incompleta devido as poucas pesquisas e documentarios da época.

Mas Lamarck nunca abandonou suas idéias. Pessoas como Erasmus Darwin deram crédito à Lamarck e olhavam sua teoria com bons olhos.

No mesmo ano em que nascia Darwin, Jean Baptiste Lamarck (1744-1829) propunha uma idéia elaborada e lógica. Segundo ele, uma grande mudança no ambiente provocaria numa espécie a necessidade de se modificar, o que a levaria a mudanças de hábitos.

Lamarck e Darwin frente a frente: o tamanho do pescoço das girafas
Lamarckismo
1 – As girafas ancestrais provavelmente tinham pescoços curtos que eram submetidos a freqüentes distensões para capacitá-las a alcançar a folhagem das árvores.
2 – Os descendentes apresentavam pescoços mais longos, que eram também esticados freqüentemente na procura de alimentos.
3 – Finalmente o contínuo esticamento do pescoço deu origem às modernas girafas. Os fatos conhecidos não sustentam esta teoria.

Darwinismo
1 – As girafas ancestrais provavelmente apresentavam pescoços de comprimentos variáveis. As variações eram hereditárias (Darwin não conseguiu explicar a origem das variações).
2 – Competição e seleção natural levaram à sobrevivência dos descendentes de pescoços longos, em detrimento dos de pescoços curtos.
3 – Finalmente apenas as girafas de pescoços longos sobreviveram à competição. Fatos conhecidos sustentam esta teoria.

Darwin

Teoria da seleção natural.
Charles Darwin ( 1809-1882 ), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural.
Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente.
Para Darwin a teoria da seleção natural é baseada na população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Os princípios básicos das idéias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo:
Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, idênticos entre si.
Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.
O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.
Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.
Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.
Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.
Assim, ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro. Exceções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio.

A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética da população, podendo-se notar que geralmente a variabilidade é muito ampla.

Lavoisier

Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"
Lavoisier Com base em inúmeras experiências, enunciou a Lei da Conservação da Massa:

Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma".

Lavoisier em seus experimentos mediu cuidadosamente as massas de um sistema antes e depois de uma reação em recipientes fechados.
Provocando o contato entre as soluções reagentes (cloreto de sódio e nitrato de prata), surge um sólido levemente acinzentado, o precipitado de cloreto de prata e uma solução aquosa de nitrato de sódio.
Lavoisier constatou que a massa do sistema antes e depois da reação é a mesma.
É bom frisar que, depois de Lavoisier enunciar esta lei, outros cientistas fizeram novos experimentos que visam testar a hipótese proposta por ele e, mesmo ao utilizarem balanças mais modernas, de grande sensibilidade, os testes confirmaram o enunciado proposto.